24 de março de 2012

Sem saber

Entre momentos de ficção, os sabores se misturam diante da confusão. Não há nitidez, nem multidão. Não há sabedoria, há somente impulso e mágoa. A fumaça cega, enquanto o aperto aumenta. É como se tudo estivesse longe da razão e a perda fosse maior do que qualquer emoção. A lembrança de um sorriso, de um carinho, de um aperto de mão... Tudo não passa de um momento, pois o instante acaba, mas a dor volta. O mundo ao contrário, todos no abismo. A fonte quase secando, as crianças chorando. O vento seca, a chuva fere; encontro-me no chão, desvairada entre muitos corações. No que acontece agora ninguém põe a mão, mas o destino sabe onde está a contradição. Mil caminhos a encontrar, mas nenhum a me achar.  Acho a volta, me perco na ida. Sinto-me vencida e, ao mesmo tempo, falida. Sem direção, sem desejo de escolha... Mas, acalmarei meu coração.

3 comentários:

  1. Que bom que você gostou (da frase final) do meu poema Mude: "Só o que está morto não muda!"
    Que, aliás, não é de Clarice Lispector, como você diz.

    E começa assim: Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

    Se puder, veja o poema todo, assim como o vídeo e o livro Mude, publicado pela Pandabooks, com prefácio de Antonio Abujamra, e à venda nas maiores livrarias.

    Detalhes em http://Mude.blogspot.com

    Para o poeta, o importante é encantar o coração do leitor. Mesmo que este suponha ter sido encantado por Clarice Lispector.

    Flores e estrelas...

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