Quando a flor perde seu rumo, segue o vento sem saber de mais nada...
O vento sopra. O vento a leva...
Leva para outro canto, leva para outro encanto.
A flor, então, se abre. Seu brilho reflete a luz do sol. Sua cor é suave.
A gota em sua pétala demonstra a emoção.
A emoção de estar em outro canto, de se encontrar em outro encanto.
Então, ela se encanta.
Se encanta naquele canto onde há paz.
Se encanta por aquele canto que vira melodia.
E ela canta... Canta para os males espantar. Canta para o novo chegar.
E ele chega.
Chega devagar, de mansinho... Mas, no fundo, quer carinho.
Ele faz sua dança e se apresenta. Como é doce...!
Então, ela se acomoda. E o puxa para bem pertinho, como se seu ninho fosse.
Do novo encanto, em um novo canto, nasce o amor.
Chegou de fininho. Descobriu seu lugar. Cansado de estar sozinho. E pra sempre vai ficar.
É... O encanto surgiu. No canto onde sempre deveria estar.
A tristeza partiu. E o canto fez da sua voz um encanto.
Feliz. Sem mais pranto. Como sempre quis.
Seja como for, a flor criou raiz, com seu novo e verdadeiro amor.




