Quero ver o sol brilhar, enxergo a luz bem lá no fim, sei que o tormento vai acabar. Faço de conta ser somente uma fase; desordenada, porém curta. A fé nos move e por meio dela é que chegamos vivos, após uma luta aparentemente interminável. Luta em que há gritos de agonia, há uma angústia inesperada, há um choro contido e inacabado. Palavras abafadas pelo silêncio que o transtorno causou, a falta de apetite que tudo isso deixou. Há somente a espera pela calmaria, para acalmar essa intensa solidão. Tão intensa esta quanto a dor que sinto perante completa escuridão. Os caminhos a serem traçados são incertos como a certeza de me manter em pé. A dúvida. O medo. A alma. Pesadelo insensato e amargurado, que traz consigo o aperto e a aflição, que agora vivem em mim. Apesar de já fazerem parte do meu novo ser, aquela alegria imensa que me dominava, que me cobria a todo e qualquer segundo, ainda está viva dentro de mim. Sim, ela vai renascer, junto com a luz do sol. Viverei em paz, feliz.
26 de fevereiro de 2011
5 de fevereiro de 2011
Quando...
Quando sinto que não há mais nada, que tudo não passa dessa madrugada. Quando sinto que o chão já não existe mais e nada me salvará. Quando sei o que devo fazer, mas todos os meus passos me guiam para não fazê-lo e tudo se torna escuro, em vão. Tudo, até então, se quebra e se perde em qualquer direção. Ouço a voz da razão, mas o que escuto agora é o oposto, penso em não seguir o correto. O que sinto agora é o que não se pode sentir, mas esse desejo simplesmente me domina e consome toda minha energia. O que fazer então? Se diante dessa confusão me sinto distante até de mim, como se o inteiro virasse metade, como se tudo se tornasse um nada. Vazio... Longe de tudo e todos, me sinto além. E só. É quando cada passo desenfreado torna o caminho mais perdido ainda. Mas em algum canto ainda irei encontrar aquela parte que perdi, para fazer do meu ser inteiro inteiro novamente. Só preciso saber quando...
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