12 de maio de 2014

O que virou



Parece frágil, mas a fragilidade é a superfície.
Apenas.

Quando tudo pareceu acabar, fui arrastada para longe de todo aquele pesar.
Fui trazida para perto do certo, para refazer o incerto.
Fui tirada do escuro, para crescer.

Eu fui.
Eu fui saudade para aquele que me dominou. O mesmo que me acrescentou.
Eu fui ferida por aquele que me enfuriou. O mesmo que me libertou.

Eu fui.
Eu fui salva pelo sorriso de um medo escondido. Pelo acaso da luz do segredo.
Eu fui fonte do amor que não soube se cristalizar e fui fruto da dor que me fez ressalvar.

Agora, sou.
A luz mais singela, o brilho no olhar.

Eu sou.
Sou o vento calmo a despertar o andar.
Sou o claro da noite para se destacar.
Sou a vida agora a se embelezar.

5 de maio de 2014

Tudo


Já não posso dizer aquilo que me convém, porque o pouco que sobra já é o bastante para me satisfazer.

Hoje, eu não quero saber da tristeza, tampouco quero comover-me com lágrimas alheias.
Hoje, eu só quero saber de ser feliz.

A ousadia domina o novo ser de uma bela e singela melodia que me faz crer. Sabedoria que me revela nova e a magia que me desdobra naquela.

Eu fiz.
Fiz a vida revirar, fiz a loucura bater.
Para quê?
Para tudo nunca mais voltar e tudo novo nascer.
Sem medo.

Eu vi.
Vi tudo aquilo renascer, vi o orgulho crescer.
Por quê?
Porque tudo logo vai chegar e tudo vai ser.
Sem blasé.

Só...
O sempre é agora e o tudo já está aqui.
Dentro de uma alma calma, que se preenche com essa imensidão de
apenas um instante.
É tudo.

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