20 de fevereiro de 2016

Despeço-me. Só.


É quando a alma chora que a gente deve ouvir.
É quando o coração dispara que a gente deve sentir.
É quando a mente implora que a gente deve cumprir. 

Fico cega em meio à multidão.
Me escondo pra não perder a razão. 
A sombra fere, e o que está por trás é inacreditável.
Tento corrigir, mas o que se sabe é inaceitável.

Confusões e armadilhas. Sou pega então.
Corro e fujo dessa agonia, mas em vão.
Só me vejo na contramão.

Chegou a hora.
A hora da partida.
Chegou agora.
Agora é despedida.

Sempre na tentativa de algo mais, o que se alcança é a decepção.
Sempre na tentativa de chegar, o que se recebe é a frustração.

Por isso, digo adeus à emoção.

Total de visualizações