Presa, de mãos atadas. De pés descalços, sem encantos.
Seca, de asas cortadas. Com imensa e forte sensação de vazio.
A luz se perdeu, o chão caiu.
Meus olhos não brilharam e o luar partiu.
Minha alma não cantarolou pelos cantos, não pulou de alegria.
Minha alma não sorriu.
Será que acenderá? Ou de vez apagará?
Chama doce e calma, mas sem nenhum sabor.
Aquela intensidade me dominava por inteiro. Tudo que era pouco parecia demais e o que era demais era pouco para apenas um instante.
Aquela emoção me roubava sem medida. Tudo era vulcão e não importava a razão.
Porém, sumiram. Perderam-se. Como eu.
Sábios pensamentos me rodeiam, mas não dão a direção.
Firmes instintos me tocam, mas não são a salvação.
O fogo foi apagado pelas lágrimas e o que restou está imóvel.
A flor murchou porque não foi regada e deixou um jardim sem fulgor.
Pétalas caídas. Secas.
Tudo derretido. Consumido.