Às vezes, nem sei por que, tudo parece sem querer...
A gota que cai, cai sem saber, e o que me atrai nem sei se vou poder. Quem me traz para perto não o faz por merecer, faz para me ter. Não sei da onde vem tal desejo, só sei que é difícil me manter. É o que suga todas as minhas forças e me faz perceber que nada existe sem você, mas é tudo sem querer...
De repente, sinto que aquilo que me pertence já não me pertence mais. Por alguns segundos. Ou mais. Se não há esforço, o vento decide para onde me levar, mas tamanha é sua inconstância, podendo surpreender. Ou decepcionar, importante lembrar. Quando me entrego ao vento, o controle sai de nossas mãos, fica difícil remar. Deixo me amar, já que o amor é sem querer...
Confuso, eu sei. Parece outro ser. Passa, volta, vem correndo, vem de leve... Toda a emoção dá sumiço à razão e, de tanto perdão, perco a direção. Sem remos, sem rumo. Será que o vento me guiará? Talvez, sem querer...
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