11 de agosto de 2011

E vira pó...


Se por acaso as flechas me acertaram, com certeza, se estivesse em caminho diferente, eu seria atingida também, mas de outro modo. Nada é como planejamos, pois o hoje muda, o agora já não é mais. 
Pó. Escuridão. 
Nada é certo, tudo em volta se esconde, sobra nada. E mais nada. O calor atual se perde, pois é dominado, talvez por outro melhor. Ou não. Não é apenas o frugal, por isso escapa. Não sei se voltará, mas se vai... Não pertenço a ninguém, nem a mim mesma, e se penso que nisso pensei, já sinto que não posso mais ter... Porém, o que interessa é o interesse, de tal maioria egoísta, exagerado, mas almejado, e muito. Pensar que o pensar não há, que o futuro não há, que o passado já pode não ser, o que será então? 
Pó. Incerteza. 
Tudo nasce pra morrer, o sentido também não há, mas o que começa tem que acabar. Se a essência mudar, o sol que brilha de dia direcionará seus raios não mais como sempre. E precisarei de ar. Se tudo acabar, o começo nunca existiu, pois nem tudo que começa tem fim, às vezes nem nasceu. Então se perde... 
Pó. Ilusão.
Quando tudo parecer normal, não haverá razão, não haverá medo, não haverá luta. Eu alcanço o fácil, mas o fácil não me alcança, o que me satisfaz é o sempre mais. O desejo de buscar, o poder de fazer. A linha é reta, mas nossos olhos desvirtuam a imagem. Entretanto, fechá-los agora não seria uma boa opção, pois quando chega o difícil é que podemos ter paixão.
Pó. Reflexão.

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