14 de dezembro de 2010

Só, no silêncio do meu quarto, posso ouvir o que não há em volta, minha alma clamando por paz, mas a escuridão permanece. Mantenho os olhos abertos, mas é como se houvesse uma sombra permanente, que fixa uma imagem dentro de minha cabeça. Reflito sobre a vida, mas não encontro meios de entendê-la, talvez não faça sentido algum. Consumida por uma solidão repentina, me acalmo ao ouvir minha própria respiração, pois percebo que não há nada melhor do que estar viva.

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