22 de maio de 2013

Sombrio

 
Fui arrastada para longe, onde nem a imensidão é capaz de alcançar.
Perco-me em um lugar distante, onde mais ninguém consegue chegar.
Presa a meus pensamentos, tento me curar do mal de toda essa dor; tento me afastar de todo e qualquer titubeante rancor.
 
Desfaça-se. Não me encontre.
Arrependa-se. Para que se esconde?
Suas palavras viraram pó. Em todo feito surgiu algum defeito.
Sem pressa para destruir minhas ilusões, tento apagá-las, sem deixar, sequer, vapor.
 
Liberte-se. Chega de agonia.
Aceite-se. Para que tanta melodia?
 Sabe-se lá o que restou.
Diante de um caminho dominado por pedras, sou levada até a luz.
Cada tropeço, uma indisposição. Cada inovação, uma decepção.
Até quando os pedregulhos vão me perturbar?
 
Acalme-se. Tudo já está perdido.
Lembre-se. Para que ferir um coração partido?
 Não vale a pena me machucar tanto nos mesmos espinhos, cabe a você fazer da rosa novos trilhos.
 

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